Descriçäo

Processo de fabrico
Duritec® é o produto que se obtém ao submeter um vidro a um processo térmico, no qual se aquece uniformemente a uma temperatura superior ao ponto de amolecimento, à volta dos 700°C, para posteriormente sofrer um brusco arrefecimento da sua superfície, o que dá origem à formação de uma camada superficial sob fortes tensões com polarização equilibrada. Esta camada confere ao vidro umas novas propriedades que fazem dele um produto totalmente diferente do vidro que o originou.
Uma propriedade importante de Duritec® é que, ao quebrar-se, fá-lo em pequenos fragmentos, com uma capacidade de corte mínima, pelo que é muito adequado em aplicações onde existe risco de roturas, como em automação, utilizações desportivas, mobiliário urbano, guardas e montras que não sejam encaixilhados, fachadas agrafadas, inclusive, em alguns países da UE é obrigatória a sua instalação em móveis domésticos.
Para fabricar Duritec® Tvitec dispõe de um moderno forno horizontal com capacidade para temperar peças de até 12000x3210 mm nas espessuras maiores, conseguindo-se um excelente grau de planimetria tanto no arqueamento como na rugosidade da superfície.
As características que Duritec® adquire são:
·         Maior resistência ao choque térmico
·         Maior resistência mecânica à compressão
·         Maior resistência mecânica à flexão
·         Maior resistência mecânica à torsão
·         Maior resistência mecânica ao impacto

Características

Propriedades físicas e Heat Soak Test

As propriedades óticas, acústicas e de transmissão térmica de Duritec® não variam em relação ao vidro original. Pelo contrário, variam as propriedades mecânicas e a resistência ao choque.
Os valores destas propriedades mecânicas para Duritec® são as seguintes:
·         Tensão de rotura trabalhando à Tração-Flexão entre 1.300 e 1.900 kp/cm2
·         Resistência à Compressão da ordem de 10.000 kp/m2.
·         Resistência ao impacto medida através de ensaio, deixando cair uma esfera de aço de uma altura variável, dependendo da espessura do vidro Duritec® e do Protocolo de Ensaio utilizado.
A resistência ao choque térmico de Duritec® é à volta dos 250°C.
 
 
 
O Heat Soak Test
O vidro pode ter oclusões de sulfureto de níquel que, ao aquecer acima de determinadas temperaturas não muito elevadas excita-se vibrando, o que origina tensões pontuais nos vidros temperados e provoca a sua rotura espontânea. Este fenómeno é especialmente grave nas fachadas cortina, pois o custo de reposição de uma peça é muito alto.
Para evitar este fenómeno, nada é mais seguro que submeter todas as peças a umas condições extremamente adversas, para que aquela que tiver oclusões de sulfureto de níquel, quebre no teste. Este teste é conhecido pelo nome de Heat Soak Test e, para o realizar, a TVITEC dispõe de umas instalações que lhe permitem conjugar fiabilidade com um curto tempo de execução.
Essencialmente, o teste consiste em introduzir as peças numa câmara preparada para elevar a temperatura do ar gradualmente, ao longo de 5 horas, até alcançar quase 300°C, mantê-la durante 6 a 8 horas, para de seguida a ir diminuindo até 81°C noutras 12 horas.
Duritec Opacificado
Duritec Opacificado é um produto especialmente destinado a cobrir com vidro zonas de não visão ou parapeitos. Graças à aplicação de uma tinta especial sobre vidros de capa, consegue-se oferecer uma total homogeneidade à fachada observada em reflexão, ocultando as zonas de laje.
Este tipo de tratamento é aplicável na maioria dos vidros da gama SOLARLUX. No entanto, recomenda-se consultar a sua viabilidade em cada caso com o nosso departamento técnico.
NOTA: Duritec Opacificado na sua versão monolítica ou em colagem estrutural não está sujeito a nenhum período de garantia.
Duritec-Lacotec®
Duritec®-Lacotec é o resultado de um processo com o qual se consegue um vidro Duritec® de belas cores.
O processo em si consiste em esmaltar uma das faces de uma peça de vidro com um esmalte especial. O produto final, Duritec®-Lacotec, é um vidro totalmente opaco que visto pela face oposta à pintada dá uma sensação de pedra polida, uma vez que a camada de tinta está completamente aderida ao vidro e pode colocar-se exposto ao sol sem receio que se produzam roturas de origem térmica.
A face esmaltada é para ser considerada unicamente de um modo funcional, isto é, a sua finalidade é exclusivamente proporcionar a Duritec®-Lacotec a cor que veremos do exterior do edifício ou da instalação, por isso esta superfície à qual se aplicou o revestimento, não se pode utilizar como remate interior.
Em todo o caso, deve existir entre o elemento vítreo Duritec®-Lacotec e o interior do edifício, um sistema adequado para conseguir o isolamento requerido no projeto, além de conseguir um acabamento decorativo. Duritec®-Lacotec pode fabricar-se com várias cores de tinta sobre vidro flotado incolor ou de cor e também sobre vidro impresso, obtendo-se assim uma amplíssima gama de tonalidades.
A Serigrafia
O processo de serigrafia é muito similar ao de Duritec®-LACOTEC, com a diferença de que, neste caso, o esmaltado não se faz em toda a superfície do vidro; uma parte fica transparente graças a uma máscara de seda utilizada para tapar as partes que ficam sem pintura. Desta forma pode-se realizar qualquer tipo de desenho, inclusive em várias cores, repetindo o processo. Na serigrafia podem utilizar-se tintas opacas ou translúcidas, o que aumenta o número de possibilidades de forma ilimitada.
Dual P®
Dual P® é uma variante especial de serigrafia caracterizada por uma dupla serigrafia de pontos ou sinais. A primeira serigrafia, que é a que se vê do exterior, pode ser de qualquer cor da nossa gama de tintas, proporcionando à fachada do edifício onde se monta um aspeto translúcido, que dificulta a visão para o interior. Do interior, a cor preta da segunda serigrafia, graças a um efeito ótico, permite uma clara visão para o exterior.
Dual P® deve ser concebido como vidro componente de um vidro duplo ISOLAR® combinado com SOLARLUX® no interior. A característica fundamental desta composição é um excelente fator solar e um coeficiente de transmissão térmica ótimo.
Mobiliário Doméstico, Desportivo e Urbano
Cada vez é maior a utilização de vidro Duritec no interior dos edifícios. Há poucos anos, reduzia-se a colocação de portas interiores e portadas em corredores e corta-ventos nas entradas de certos edifícios, geralmente antigos e com grandes vestíbulos.

Hoje o Duritec aplica-se em muitos campos, tanto em habitações como em recintos desportivos ou locais públicos.
No campo do mobiliário está-se a avançar a grandes passos na exigência de utilizar Duritec para uma maior segurança, sendo obrigatória a sua instalação em muitos países da UE. Começou-se com aqueles móveis nos quais se substituiu a chapa metálica por vidro e que por razões de resistência e segurança, tornou-se necessário o Duritec, como por exemplo em fornos, móveis para escolas, continuando com outros elementos como tampos de mesa, portas de móveis para aparelhos de música, etc.

Para-duche Duritec. Este é um elemento em contínuo progresso, que vai substituindo a antiga cortina de plástico, proporcionando uma maior estanquicidade e uma maior luminosidade e transparência, aumentando a sensação de amplitude.
Numa instalação desportiva ou sala de jogos, quando se requer que uma das suas partes tenha uma elevada resistência às pancadas que recebe e que ao mesmo tempo, não impeça a visão dos lances do jogo, torna-se imprescindível recorrer ao Duritec. No terreno desportivo as suas utilizações mais habituais são:

Pistas de squash e de padel, tampas de matraquilhos, guardas de separação entre bancadas, etc.

No que chamamos mobiliário urbano, está-se a impor o Duritec como elemento construtivo pela sua maior transparência e melhor limpeza, a par com uma elevada segurança em caso de acidentes ou atos de vandalismo.

O mobiliário urbano onde se utiliza o Duritec com mais frequência é em abrigos de paragens de autocarros, estações de comboio, quiosques, guardas de separação e proteção, cabines telefónicas, vitrinas para cartazes, etc.

Dados Técnicos

Informaçao adicional

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